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Mostrando postagens com o rótulo morar fora do Brasil

A difícil tarefa de cuidar dos cachos fora do Brasil

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Photo by engin akyurt on Unsplash Se você é brasileira, não tem cabelo liso (ou alisado) e mora fora do Brasil, esse texto é para você. Certamente você já experimentou a frustração de não encontrar profissionais para o seu tipo de cabelo, muito menos conseguir produtos adequados para o tratamento do seu fio. Vou te contar agora como tenho sobrevivido no Chile a essas situações desde que abandonei os alisados com químicas. Durante muitos anos, alisava meu cabelo. Pelas minhas contas comecei em 2008 mais ou menos e abandonei o alisado quando começaram os primeiros sintomas da menopausa. Eu que tenho hipotireoidismo e sempre sofri com queda de cabelo, comecei a notar que o problema se acentuava. Além disso, os poucos cabelos que nasciam, vinham brancos. Pensei comigo: ou pintura, ou alisado porque esse cabelo fino e fraco não vai conseguir superar tanta coisa ao mesmo tempo. O primeiro passo foi procurar uma cabeleireira brasileira especialista em cachos. Não recomendo esta experiência pa...

Envelhecer longe de casa

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Semana que vem o Cristián comemora 50 anos muito bem vividos até aqui. Apesar de sua bonita trajetória, ele está bem deprimido e sem vontade nenhuma de comemorar. Celebração de aniversário é aquela coisa oito ou oitenta. Ou a pessoa realmente curte e se diverte, ou bate uma nostalgia danada. Santiago, Chile, 2008, Parque de las Esculturas Apesar da resistência dele, eu e Gabi temos planos. Buscamos presentes - que a gente pode nem dar - na internet. Olhamos a previsão do tempo na esperança de que a gente pegue a estrada e viaje para fora de Santiago com destino incerto, pode ser praia, ou montanha. Tanto faz. Começou a chover, algo totalmente inesperado nessa época do ano, a temperatura baixou. Os acessos às termas continuam fechados na montanha e, por isso, não podemos nem pensar em acampar. Por outro lado, a praia no litoral chileno é assim: você sai de Santiago com o maior sol e calor e quando chega lá, tudo nublado... Será que é uma boa ideia sair da cidade? Continuando nosso delír...

Coisas que nunca fiz antes, mas fiz no Chile

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Esse ano eu completo 11 anos morando no Chile. Não são 11 dias, nem 11 meses... São intensos, longos e muito bem vividos 11 anos. Teve maternidade, terremoto, conquistas inéditas, casamento, funerais, militância politica, encontros, despedidas, trabalho novo e muitas histórias para contar. Ainda assim, tem tanta coisa que falta eu viver aqui que 11 anos parece muito pouco. Voltando a usar meu cabelo cacheado Um dos últimos acontecimentos que vivenciei aqui me fez pensar isso. Pela primeira vez na minha vida, em 47 anos de existência,  doei sangue . Isso mesmo. Nunca, jamais, em toda minha vida, tinha sido doadora. Foi algo bem simples, numa sexta-feira qualquer, mas que me fez pensar muito nisso. Como tem coisas para viver e fazer que eu NUNCA fiz. Doei sangue porque a bebê de uma amiga brasileira estava internada, necessitando transfusões de sangue quase que diariamente. Graças a Deus, ela se recuperou e já está em casa sendo muito bem cuidada e amada pela família. Quando fui doar...

De carro novo

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Semana passada a gente teve uma alegria de pobre por aqui. Depois de quase 10 anos de Chile, compramos nosso primeiro carro juntos. Aliás, foi o primeiro bem de grande valor ao longo da nossa conturbada história de amor. Sim, vim morar aqui com quase 35 anos e com uma pessoa divorciada, com dois filhos do primeiro casamento. Portanto, não era uma história começando do zero. O grande dia Sempre tivemos (e ainda temos) muitos compromissos. Por mais que em alguns momentos me irritasse com as infinitas concessões do Cristián, aos filhos (e a ex- mulher também), tinha que reconhecer a responsabilidade que ele sempre teve. Isso dizia (e ainda diz) muito sobre a pessoa generosa que ele é.   Várias amigas (especialmente as que já passaram por uma separação) comentavam isso: o fato dele não deixar para trás ninguém (especialmente financeiramente) dizia muito sobre a pessoa por quem eu me apaixonei. Obviamente, até hoje nós dois fazemos sacrifícios para conseguir manter não apenas o nosso es...

18 anos sem meu pai

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No dia 22 de agosto, completaram-se 18 anos da morte do meu pai. Quando ele faleceu eu tinha 26 anos e estava apenas começando a minha vida longe dos meus pais. Tinha me mudado pra Brasília e, a partir dali, tive tantos trabalhos, conheci tantas pessoas, culturas e lugares diferentes, provei novos sabores, fiz minha primeira viagem internacional... Ufa! Tanta coisa legal que eu gostaria de ter compartilhado com meu pai... Eu não era criança quando ele faleceu, mas tinha vivido pouca coisa comparada com tudo o que experimentei até hoje. A gente tinha uma boa relação nos últimos tempos e, por isso, eu fico muito feliz e sou extremamente grata. Especialmente ao meu terapeuta na época, o Marcos. Foi muito importante a ajuda profissional dele para que essa perda fosse encarada de uma maneira muito tranquila. Lembro daquele dia em detalhes. A gente acordou cedo com alguém ligando para a casa da minha mãe. Tinha dormido mal e no colchão porque nessa época eu já morava em Brasília. Só tinham m...

Good news first

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Demorei bastante tempo para atualizar o blog, mas foi por pura falta de tempo e disposição, não por falta de novidades e boas novas! Sim, nós temos boas notícias para escrever neste blog, nem tudo são quarentenas eternas e pandemia.   A primeira novidade que fiquei devendo aqui foi que o meu cisto epidérmico era realmente um cisto epidérmico. Ufa! Que alívio! Bem no dia em que fui tirar os pontos saiu o resultado da biópsia. Aproveitei para levar para a minha dermatologista e ficar mais aliviada. A cicatriz não ficou muito bonita e ainda estamos tratando para ficar melhor, mas boto fé nessa doutora. Ela me passou bastante segurança desde a primeira consulta e achei ela bem despachada e, ao mesmo tempo, atenciosa. Na minha consulta, ela fez questão de explicar porque tinha demorado em responder o primeiro e-mail que mandei. Também me fez várias perguntas que deixaram claro que ela estava bem por dentro do meu caso, apesar de ser uma consulta pelo plano de saúde, ou seja, algo nada p...

Quarentena no Chile, dia 20

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Nem eu acreditei hoje de manhã cedo quando acordei e sai para correr. O termômetro do meu celular marcava 7º.C! Mas o dia lá fora estava lindo e irresistível. Vesti meu uniforme de corrida e sai. Foto: Alexander Schimmeck (via Unsplash) Claro, a Gabi tinha que acordar! Ela é madrugadora, não tem jeito. Acordou e pediu para eu servir o “desayuno” antes de sair. Ela ia comer e deitar na minha cama com o papito para descansar. Nosso combinado para esta manhã de sábado era que toda família aproveitasse o novo horário que o Ministério do Esporte anunciou ontem. Agora, as pessoas podem sair para fazer atividade física entre 5 e 10 horas da manh ã .   Depois da minha corridinha matinal, voltei pra casa e eles saíram de bicicleta. Foram a uma pracinha aqui perto onde a Gabi brincou com suas “amigas”, entre aspas porque são aquelas meninas que ela encontra uma vez na vida e, às vezes, nunca mais se reencontram.   Enfim... ela adorou brincar com outras crianças. A única coisa desagradá...

Quarentena no Chile, dia 19

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Quarentena no frio ou no calor? O que você prefere? Hoje, Santiago amanheceu com muito frio para um dia de outono. Onze graus de manh ã  cedo com névoa e o cerro San Cristóbal coberto por nuvens. Foto: Andrea Leopardi (via Unsplash) Até caiu uma chuvinha... que não estava prevista pela meteorologia. Chuvinha não, foi uma garoa. Mas, enfim, umidade em terra seca é sempre muito bem-vinda. Só fico em dúvida com o frio... Não sei se realmente quero frio agora para enfrentar essa quarentena. Como já comentei em outro texto aqui, o friozinho é uma delícia para ficar em casa, mas em mim bate uma preguiça. Vontade de comer pipoca, ficar deitada, debaixo de uma mantinha, descansando e com a cabeça vazia vendo alguma comédia... Em compensação, no calor, me sinto melhor, com mais energia, motivada.   Sábado e domingo são os dias em que aproveito o horário da quarentena de manh ã  cedo para correr. Investi em comprar roupa adequada para correr com qualquer clima e amanh ã  vai s...

Quarentena no Chile, dia 12

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Ontem, uma amiga querida estava de aniversário, a Fabíola. Ela é filha de pai chileno e mãe brasileira. Nos conhecemos aqui no Chile, e 2010, quando fizemos nosso curso de espanhol na Universidade do Chile . Foi uma época tão gostosa... Lembrei das nossas farras e de como esse grupo de amigos que fiz naquele ano me ajudou a ter boas lembranças desse período. A gente não tinha que se preocupar com muita coisa além do nosso cursinho que era bem light . Tínhamos aulas duas vezes por semana, somente na parte da manh ã . Terminava a aula e a gente sempre saia para fazer algo divertido juntos. Fora isso, tinham as festas (carretes) no fim de semana ou dias de semana. A Fabi trabalhou um tempo como bartender num bar super roqueiro aqui em Santiago. A menina com quem ela dividia casa teve um rolo com o dono do bar. Outra das nossas amigas, também teve um romance com um vocalista de uma banda de covers que tocava nesse mesmo bar. Motivos pra gente sair não faltavam! E quando não tinha nenhum ...

Quarentena no Chile, dia 11

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Desde criança, sempre morei em casa. Nunca tinha morado em apartamento, até me mudar para Brasília, já adulta. Nos nove anos em que morei na capital brasileira, só em uma oportunidade foi numa casa, num condomínio, bem longe, a caminho de Unaí.   No Chile, minha experiência ate o momento foi parecida com a de Brasília. Moro em apartamento desde que cheguei aqui em 2012. Primeiro, num apartamento pequeno de dois quartos, num edifício localizado no Centro de Santiago. Gostava de morar lá, apesar de ser pequeno, mas com o tempo, começaram a construir muitos edifícios na nossa volta. O bairro começou a ficar cada vez mais cheio de novos moradores.   Depois de 6 anos morando no mesmo apartamento, finalmente, mudamos para outro no mesmo edifício. Desta vez, um apartamento mais amplo, com três dormitórios e uma varanda mais espaçosa. A gente sofreu bastante no verão porque ficava de frente para a piscina, em compensação no inverno, era uma tranquilidade. Tudo começou a mudar com os p...