Os livros que li nos últimos meses
Do pouco que eu li, ficaram ótimas lembranças e reflexões para compartilhar com vocês. Não foram tantos livros assim, mas foi o que eu consegui dar conta conciliando minha vida de mãe, imigrante e trabalhadora. Vou logo avisando que são livros em português comprados na minha última viagem ao Brasil. Espero que vocês gostem das minhas leituras dos últimos meses.
Sempre quando viajo ao Brasil, compro livros para trazer ao Chile já que aqui eles são bem mais caros por conta do IVA (Impuesto al Valor Agregado). O consumidor final paga o imposto ao comprar um produto ou contratar um serviço (ele já está incluído no preço final do recibo ou da nota fiscal). É um tributo que pesa tanto nas compras que em algumas livrarias existe uma categoria chamada “Libros sin IVA” porque realmente faz uma grande diferença.
Além disso, existem muitos lançamentos que chegam primeiro ao mercado brasileiro. É o caso das publicações da escritora francesa Virginie Grimaldi que tem quase toda a sua coleção disponível no Brasil, enquanto aqui no Chile só se encontra em francês. Comprei um dos livros dela e li quando estava em Porto Alegre, mas fiz questão de deixar para que minhas irmãs pudessem ler (Uma vida bela) e se deliciar com a história das irmãs Delorme.
Por uma dessas coisas da vida, quando cheguei em Santiago, percebi que tinha outro livro da mesma autora. Não lembro se comprei em Porto Alegre, ou se foi alguma doação. O fato que entre meus livros estava “O que resta de nós” e eu simplesmente amei o livro. Uma leitura muito gostosa, com histórias de gerações totalmente diferentes e que se cruzam e conectam.
Também li um dos mais recentes lançamentos da Isabel Allende, “Meu nome é Emilia Del Valle”. Aquelas novelas de época da escritora chilena que cruzam diferentes períodos da história para contar a trajetória de uma mulher muito a frente do seu tempo. Como sou jornalista e imigrante, obviamente, me identifiquei muito com a protagonista e devorei o livro.
Para fechar minhas leituras em português no primeiro semestre, li “Vera” do escritor gaúcho José Falero de quem eu já tinha lido “Os Supridores”. Gosto muito da forma como o Falero traz o universo da periferia sem romantizar nada, mas em forma de romance. É uma leitura para quem consegue exercer empatia e se colocar no lugar do outro com facilidade.
Ainda tenho alguns livros pendentes em português para ler, mas falta tempo. Agora, engatei com outro livro da Isabel Allende, só que em espanhol, “La suma de los días”, que ela escreveu logo após a morte da filha dela Paula. E assim seguimos alternando leituras em português e espanhol para exercitar o cérebro e não ficar parada.
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