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No alto da montanha

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O mês de maio passou voando e nem deu tempo de escrever sobre absolutamente nada aqui no blog! O novo trabalho mudou totalmente a dinâmica das nossas vidas. O meu aniversário, por exemplo, foi bem diferente do que eu tinha imaginado alguns meses atrás. Eu queria apenas sair para tomar um chopp com meu amor. Doce ilusão! Desde que comecei a trabalhar, vivemos um remake do filme “ O feitiço de Áquila ” e quase nunca nos encontramos. Eu saio de manhã cedo para trabalhar e meu amor fica todo o dia com a nossa Gabi. Quando eu chego, ela está me esperando com a minha sogra. Nos “vemos” de manhã cedo antes de eu sair, quando ele está visivelmente sonolento, e de madrugada, quando ele chega, e às vezes eu nem acordo de tão cansada! Muitas vezes, o Cristian chega bem na hora em que a Gabi está mamando de madrugada. É quando conseguimos nos ver. Sim, estamos no limite e fazendo um enorme esforço. A ideia não é seguir assim para o resto da vida. Estamos vendo uma pessoa para nos...

4 anos de Chile, quase 40 de idade e um novo desafio!

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Essa semana comecei a trabalhar aqui no Chile. Meu primeiro emprego em Santiago depois de muito tempo parada! Parei muito antes da maternidade, em 2014, e estava vivendo apenas de trabalhos como autônoma, sem nenhum tipo de contrato. No início do ano, comecei a procurar anúncios de trabalho na internet. Me candidatei a vários sem grandes pretensões. As opções também eram limitadas porque eu procuro vagas como jornalista, ou com atividades relacionadas ao idioma que eu domino melhor, o português. Até que um dia encontrei uma vaga que combinava as duas coisas: jornalista com domínio do português. Beleza, pensei! E me candidatei à vaga. Fui chamada para a entrevista. Ok! Agendamos, consegui uma babá para cuidar da Gabi e já estava contando as horas com tudo confirmado. Só que aí a Gabi passou uma noite péssima! Com os dentinhos que estão nascendo incomodando. Não dormiu nada e amanheceu com um pouco de febre. Putz! Cancelei a entrevista e pedi para remarcar. O...

Algo morreu em mim

A Gabi completou um ano de vida e eu nem escrevi nada. Faltou tempo e ânimo! Na véspera, faleceu um bebê da nossa turma de yoga. Impossível não me solidarizar com a dor dessa mãe! O Vicente não chegou a completar seis meses de vida. Ele nasceu com um problema no coração e não resistiu. Ela dividiu toda a sua dor no nosso grupo de mães. E aquilo me tocou tão fundo, muito forte. Que dor devastadora! Perder um ser querido sempre dói. A minha perda mais forte foi a do meu pai há quase 13 anos. Logo que ele morreu a família se uniu por conta de tanta dor e sofrimento. Hoje, já nos separamos de novo. As velhas desavenças voltaram a rondar a nossa família. Ou melhor, essa família. Todas as famílias têm dramas e problemas. E a minha não é diferente! Na minha viagem a Porto Alegre ficou evidente que novos muros se ergueram entre nós. Muito maiores que a cordilheira dos Andes. Paredes tão altas que são impossíveis de escalar. Há muitos anos moro longe deles e...

Redes nem tão sociais

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Dia desses relatei no meu perfil do Facebook uma experiência bem inusitada que vivi nessa rede social. Foi numa página daqui do Chile. Era o fabricante do canguru que ocupamos para levar a Gabi. É uma das melhores marcas do mercado. O tal canguru custou bem carinho, mas fiz questão de comprar o melhor. Uso bastante e é muito cômodo. Não vou relatar tudo de novo para não cansar os já poucos leitores do blog (muitos deles já leram o post). Resumindo: postei uma foto e recebi várias criticas de uma patrulha de mães vigilantes. O fabricante tomou as minhas dores e chegaram a ligar para o meu celular para se desculpar! Fiquei impressionada não apenas com a atenção do fabricante, mas com as mães histéricas que nem me conheciam e começaram a me criticar nos comentários. Uma amiga, que também é mamãe, disse para eu fugir de foros na internet de mães. Ok! Mas acho que não são apenas esses espaços que estão contaminados com a negatividade. Nesse...

Aférrate a la vida que todo va a salir bien!

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Essa semana vivi duas experiências de vida e morte bem intensas que me deixaram super pensativa e bem emotiva. A primeira delas foi com um casal de amigos de Brasília. Eles estavam esperando com muito carinho o nascimento do primeiro filho. Mas o Benício nasceu prematuro, com 30 semanas. Infelizmente, ele não resistiu a uma intervenção cirúrgica. Aquela notícia me deixou tão triste! Senti toda a dor dos meus amigos mesmo estando a quilômetros de distância. Passados alguns dias, nessa mesma semana, uma das mamães da nossa aula de yoga teve uma crise de choro durante uma prática. Depois, ela dividiu com a gente a sua angústia: o pequeno Vicente, de apenas três meses, esteve internado porque tem um problema no coração. Ele vai ser operado novamente na semana que vem e, obviamente, a mãe estava super fragilizada com a situação. A nossa instrutora, então, propôs uma meditação conjunta com um mantra de cura. Na yoga kundalini, cada mantra tem um significado e um objetiv...

Cartinha virtual

Querida tia Inês, minha adorada e nobre “caxica” como eu gosto de te chamar, finalmente consegui tempo para responder a sua cartinha. Vergonha? Um pouquinho, sim. Mas sei que você entende perfeitamente o quadro caótico e completamente desordenado que se encontra minha vida agora. Em primeiro lugar, preciso te dizer que amei receber a cartinha! Achei um gesto tão fofo e amoroso! Quantas pessoas hoje em dia ainda sentam e escrevem algumas palavras no papel? (Com exceção do Michel Temer - que escreveu uma cartinha rancorosa - acho que são poucos os que usam esse meio com esse fim!) Quase ninguém, tia! E esse teu gesto, realmente, me tocou profundamente. Talvez para você não seja algo tão sobrenatural, afinal, você é uma artesã de mão cheia! Está acostumada a usar braços e mãos para produzir objetos carregados de amor e carinho. Mas eu sou um ET nesse sentido. Não tenho talento algum para manualidades! Meu negócio é a escrita. Adoro escrever! Não necessariamen...

Má-drasta

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Ano novo, vida nova, certo? Nem sempre. Muitas vezes, é só a folhinha do calendário que a gente vira. A virada na nossa vida leva um pouco mais de tempo. No meu caso, todas as mudanças estão acontecendo muito rapidamente e, por isso, eu ando bem cansada. Daí a falta de tempo para escrever no meu amado blog. Assunto não me falta. Um deles está na minha lista de pendências há meses. É um tema bem delicado, mas decidi escrever porque li tanta coisa na internet que não me segurei. O tema em questão é: madrasta. Sim, eu sou madrasta. Além de ser uma mãe de primeira viagem, há três anos eu descobri a dor e a delícia dessa maternidade transloucada. E tenho lido muitas coisas bem cruéis a respeito desse assunto. Cruéis porque são julgamentos baseados, provavelmente, nas notícias sensacionalistas envolvendo madrastas em crimes bárbaros. Vou citar aqui apenas alguns exemplos e vocês vão entender rapidinho: o caso do menino Bernardo e o assassinato da menina Isabela. Preciso ...