A primeira entrevista no Chile sobre o meu livro


Eu adoro dar entrevistas, principalmente, quando o assunto é o meu primeiro livro, Viajando na Cordilheira, um diário de vida, não de viagem. Semana passada foi a minha primeira entrevista para uma rádio aqui no Chile. Foi um convite da minha querida amiga Eugênia, acadêmica da Universidad de Santiago. Ela comanda um programa semanal chamado A Hora da Saudade.

As entrevistas são previamente gravadas e a seleção musical fica a cargo do entrevistado. A gente tentou marcar durante várias semanas, mas sempre tinha um imprevisto. Até que numa segunda-feira muito gelada conseguimos gravar. Cheguei antes e fiquei esperando a Eugênia no portão de entrada da universidade, do lado de dentro, como ela reforçou ao mandar as instruções.  

Eu já tinha entrado na Usach há muitos anos para assistir a um colóquio com o Guilherme Boulos e a Manuela D’Ávila, que contou com a lustre presença do Emir Sader na plateia. Só que dessa vez a grande atração era euzinha, uma hora inteira de programa para falar sobre o livro e um pouco da minha trajetória como mulher, mãe, imigrante e ativista no Chile. 

Esse detalhe não é menor porque eu e a apresentadora nos conhecemos durante os protestos do Ele Não aqui em Santiago. A partir dali, seguimos nos encontrando em diversas atividades. Aliás, nesse período da minha vida, conheci tantas mulheres legais aqui no Chile que só por isso já valeu muito!

Depois do lançamento do meu livro em Porto Alegre, tomei a iniciativa de procurar a Eugênia aqui para tentar marcar um bate-papo com os alunos dela. Sabia que ela trabalhava com Língua Portuguesa na universidade e achei que tinha tudo a ver. Ela foi muito receptiva, apesar de estar com muito trabalho agora que assumiu a chefia do departamento.

Fiquei super animada com a novidade e a receptividade também. Foi daí que apropria Eugênia fez o convite para ir ao programa de rádio. Lógico que eu amei e me entusiasmei. No dia e hora marcada, lá estava eu congelando quando chegou a Eugênia com aquele sorriso no rosto. Nos abraçamos e em seguida, como se tivesse sido tudo combinado, chegou o técnico do programa de rádio.

Depois das devidas apresentações, lá fomos nós para o estúdio de gravação. Depois de lamentar a eliminação do Brasil na Copa do Mundo e umas fotos para divulgar o programa, começamos a gravação. A conversa foi tão gostosa e muito bem conduzida que eu nem vi o tempo passar.

Quando terminamos a equipe ainda entregou umas lembrancinhas muito fofas para guardar para sempre na memória do coração aquela manha muito especial. Espero que tenha sido a primeira de muitas entrevistas sobre o meu livro aqui no Chile. Saí de lá muito contente e agradecida. 

O programa foi ao a naquela mesma semana, numa quarta-feira de tarde. Mandei o link para várias pessoas. Todo mundo que ouviu, curtiu. Fiquei muito faceira. 


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