domingo, 10 de dezembro de 2017

Uma mensagem para 2018

Estou em Porto Alegre e esse foi meu último fim de semana por aqui, mas antes de ir embora gostaria de escrever sobre algumas coisas que vivi aqui.

Uma delas foi ter ido ao cinema sozinha (coisa que comecei a fazer depois que fui morar no Chile porque antes eu não lidava bem com ideia, mas hoje vou numa boa).

Não é sobre a experiência de encarar uma sessão de cinema sozinha, ou de constatar que apenas eu e mais três corajosos escolhemos um documentário na sexta-feira de tardinha.


Ali MacGraw and Erich Schiffmann - Foto: Michael O'Neill

Essas coisas são fáceis de analisar e explicar na nossa sociedade. Estamos cada vez mais individualistas e valorizando cada vez menos a companhia uns dos outros. 

Além disso, poucos doidos encaram uma sala de cinema para ver um documentário, principalmente, sobre yoga!

O assunto que me motivou a escrever esse post foi algo que me chamou bastante a atenção no documentário “Om Yoga: Arquitetura da Paz”, do brasileiro Heitor Dhalia.


Om Yoga: Arquitetura da Paz


Antes de mais nada quero dizer que super recomendo para todo mundo esse documentário. Incluí aqui no post o trailer e um dos trechos que adorei e que me tocou bastante.

O ponto de partida é a história do fotógrafo Michael O’Neill, um cara super famoso e bem-sucedido que passou por uma cirurgia por conta de um problema que acabou afetando o braço.

Todo mundo sabe que a fotografia é uma arte e as mãos, junto com o olhar, são um dos instrumentos de trabalho indispensáveis para o fotógrafo.

Diante da possibilidade de nunca mais conseguir usar o braço para fotografar, o cara começou a buscar outras alternativas e encontrou a meditação.

Nessa busca, o cara se apaixonou pela yoga e iniciou um projeto onde ele registrava os grandes Mestres praticando e, com isso, teve a incrível oportunidade de meditar e aprender com grandes gurus.

Parece perfeito, né? Mas sabem o que realmente me chamou a atenção nessa narrativa?

Não foi a fotografia maravilhosa, a trilha sonora perfeita, as mensagens que tocaram fundo. Nada disso.


Onde estão as mulheres?


Senti falta de ver mulheres praticando yoga no documentário. Vários gurus e Mestres são entrevistados. Muitos deles, depois de uma bonita sessão de ásanas.

As mulheres também são fontes em alguns momentos, mas elas não aparecem praticando.

Mesmo a guru do fotógrafo, praticante de yoga Kundalini, Gurmukh Kaur Khalsa, aparece no filme durante um relato, mas não durante a prática.


Gurmukh Kaur Khalsa - Foto: Michael O'Neill

Em outros momentos, quando as mulheres estão praticando lindamente algumas posturas com seus parceiros, são eles os que falam sobre a filosofia da yoga.

Como sou curiosa por natureza comecei a pesquisar sobre o assunto e achei um artigo interessantíssimo da Luiza Antunes do blog 360meridianos sobre como é a vida das mulheres na Índia.

Foi aí que caiu a ficha. O machismo na Índia é fortíssimo e o filme mostrou simplesmente a realidade.

Na Índia, tiveram que proibir ecografia porque quando as pessoas descobrem que é uma menina, matam as crianças antes do final da gestação.

Existe a tradição do dote e isso também provoca o sequestro e assassinato de noivas. Se você quer mais detalhes, tudo isso está lá no artigo da Luiza Antunes.

Fechando círculos


Depois disso, fechei mais uma Gestalt por aqui. Desde que cheguei já fechei umas três, juro!

Percebi que algo tornou-se muito forte em mim com o passar dos anos e depois de tanta viagens e vivências com pessoas diferentes: meu olhar de viajante e estrangeiro.

Sempre tive em mim essa capacidade de colocar-me no lugar do outro, algo bem forte mesmo.

Acho que isso nunca esteve adormecido e que vai me acompanhar para sempre. Sempre vou lembrar de quem ou do que está faltando. 

Sempre vou comparar um lugar com o outro e, claro, sempre serei a chatinha que "se importa".

Por que esse filme me tocou fundo?


Passado o choque depois de entender essa realidade, concluí que acima de tudo o filme me tocou fundo. Tocou porque despertou a vontade de retomar a prática assim que pisar meus pés no Chile.

Não deixei de praticar aqui, mas faz tempo que não estudo a filosofia da yoga. Isso foi algo que desenvolvi bastante no centro YogaCrecer, de Santiago.

Em janeiro, eles vão organizar uma oficina de yoga para mulheres e gostei bastante do programa.

Para mim, a meditação e a prática são combustíveis que me ajudam a relaxar e, ao mesmo tempo, encontrar a energia e o equilíbrio necessário para lidar com as adversidades.

Por isso, eu destaquei aqui um trecho que me marcou profundamente no documentário e que talvez não seja casualidade o fato dele estar justo no final.

É uma entrevista com a guru Naga Sannyasini Shri Uma Giri Ji onde ela fala sobre a importância de impedir alguns pensamentos que dominam a nossa mente e tiram a nossa paz.

Espero que vocês gostem e reflitam. E que esse seja o nosso mantra em 2018: parar os pensamentos que nos dividem internamente.

O motivo? Abrir espaço para os pensamentos que podem nos levar adiante!



sexta-feira, 10 de novembro de 2017

A yoga da cura

Mês passado terminei minha prática de yoga porque nossa instrutora vai dar um tempo. Ano que vem, ela retorna, mas por enquanto, paramos.

Justo quando finalmente consegui fazer o corvo! Ah, mas quando ela voltar, vamos retomar e avançar ainda mais!

Fiquei triste, lógico, amo a yoga e é algo que concretamente me faz super bem para a mente e o corpo.

Eu acredito no poder de cura da yoga seja para os males psíquicos, seja para os físicos.

Fim de semana passado tive a prova disso. Passei muito mal do estômago por conta de uma medicação para a alergia.

Meditando na Chapada dos Veadeiros


Sai de mim, alergia!


Esse ano estou sofrendo horrores com o clima de Santiago. Juntou tudo: o ar poluído, o pólen e todas as partículas que meu nariz consegue absorver.

Isso é sinal de que estou saindo bastante com a Gabi. Passamos boa parte do nosso dia na rua. Costumo sair com ela duas vezes: pela manhã e à tarde.

É indispensável porque moramos num apartamento muito pequeno. Ela precisa de espaço para brincar. Além disso, gosto que ela brinque com a terra, veja as plantas e gente na rua!

Esse entra e sai no mês de setembro me derrubou! Passei outubro penando com a alergia até que consegui uma hora no otorrino.

Sai de lá aliviada, pensando que alguns comprimidos e um spray para o nariz resolveriam o problema e eu poderia retomar minhas atividades de “mãe” sem maiores problemas.

Realmente, a melhora veio em seguida, junto com os efeitos colaterais devastadores dos remédios. Comecei a passar mal do estômago.

Dores horríveis! Azia e uma queimação insuportável! No sábado a noite, deitei na cama e não conseguia dormir.

Retomando a prática depois do parto

O poder da respiração completa


Já estava passando um filme na minha cabeça pensando que teria que ir a uma emergência e pensei: o que eu posso fazer para me sentir melhor?

Então, comecei a fazer a respiração completa da yoga, bem devagar. Enchia os pulmões de ar, projetava o abdômen para frente e segurava uns segundos.

Depois, soltava devagar, até esvaziar completamente os pulmões e contrair o abdômen. E assim fiquei um bom tempo até que dormi! Consegui dormir!

Por isso, hoje, toda vez que tenho alguma adversidade na vida, sempre penso na yoga. No que aprendi e em tudo o que ainda posso aprender.

A meditação tem um poder impressionante. A gente não dimensiona, mas o que a gente sente tem tudo a ver com o que a gente projeta e pensa.

Todo esse mal estar foi gerado pela medicação, com certeza mas foi reflexo do grande estresse que tenho vivido nesse ano todo.

Bye, bye, ladies


Em outubro, joguei a toalha porque não aguentava mais. Precisei abrir mão de algumas coisas como colaborar com o blog Brasileiras Pelo Mundo.

O blog é uma plataforma colaborativo, portanto, todas escrevemos gratuitamente numa espaço que dá bastante visibilidade às colunistas.

Foi um período muito bom da minha vida, no qual conheci mulheres maravilhosas e fiz uma grande amiga aqui em Santiago.

No geral, acho que valeu muito e acredito que esse ciclo, pelo menos no momento, está concluído satisfatoriamente.

Preciso de mais energia para me dedicar às outras tarefas diárias que me consomem quase integralmente.

A rotina de trabalhar em casa e cuidar sozinha da Gabi pesou nesse ano. Cuidar da casa, cumprir prazos, entregar um trabalho de qualidade, cuidar de mim (essa é a parte que está mais necessitada!).

Prática  de Kundalini Yoga no post natal com a Gabi

Aqui se perde, aqui se ganha!


Perdi de um lado abandonando o BPM, mas ganhei de outro. Tenho orgulho de dizer que esse mês consegui ler, vejam só, três livros!!!

Ok, eram curtinhos, mas foram três! Para quem não conseguiu ler nada em quase um ano inteiro, foi uma grande conquista!

Não tenho ainda muitos planos para 2018, mas um deles é retomar a prática da yoga, quem sabe com a minha querida instrutora!

A Gabi já está matriculada num jardim de infância e vai ficar meio período por lá. Com isso, vou ganhar algumas horas para mim.

Vai ser a nossa primeira separação, já que desde que ela nasceu estivemos sempre juntas. Não é por nada que digo que ela é o meu “chicletinho”.



Crescendo juntas


É importante para ela. Vejo que a Gabi cada vez mais procura o contato com outras crianças da mesma idade.

Outro dia encontrou uma menina aqui no corredor do edifício e ficou tão feliz que até beijo e abraço deu!

Assim como ela necessita dar esse passo, eu também. A vida vai entrar em outro ritmo e a gente, como sempre, vai se acostumar.

Enquanto não chega esse momento, seguimos por aqui, juntas. Até na prático da yoga ela me acompanha aqui em casa.

Coloco os vídeos da minha instrutora no computador e ela fica em volta imitando as posturas. Quem sabe por aí, desperto uma paixão na minha filha por algo que realmente é maravilhoso, a yoga! 



segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Esse tal amor materno

Esse fim de semana foi feriadão aqui no Chile. Não me perguntem qual era o motivo! Se nem os chilenos sabem, imaginem eu!

O fato é que na sexta fomos a um aniversário de criança aqui em Santiago. O filho de uma amiga muito querida completou cinco anos.

Ele pediu para a mãe dele um bolo com o número cinco. Não com uma vela, ou balinhas formando o algarismo. Ele queria o bolo em forma de um número cinco.

Isso mesmo! Um baita pedido que não podia deixar de ser atendido e lá se foi minha amiga madrugada adentro na cozinha.

Junta daqui, monta de lá, ela conseguiu! O bolo ficou lindo e era exatamente o que ele pediu: o número cinco!

Achei um gesto tão lindo, tão amoroso, tão carinhoso, tão tudo mesmo que me lembrou demais a minha infância e a minha mãe.

Não posso falar absolutamente nada que desabone a minha mãe porque ela simplesmente foi incrível com a gente desde sempre!

Mãe você é mil!


Minha mãe também fazia bolos de aniversário super elaborados, exatamente como o da minha amiga. Eram aqueles de revistinha de culinária, que hoje se encontram na internet!

Lembro que uma vez ela fez um bolo quadrado e, em cima, tinha uma casinha com o telhado feito de palitinhos de chocolate.

E, claro, tinha que ser um bolo grande porque era uma criançada para alimentar!

A loucura das piñatas


Nos aniversários da minha infância sempre tínhamos piñatas, mas não dessas que se compram aqui no Chile (uma caixa com uma cordinha para puxar embaixo).

Nossas piñatas eram como na Guatemala! Para quem não sabe o que é, veja isso:



Minha mãe montava sozinha toda a piñata: ela fazia a estrutura com cabos de fio de luz e dava forma à coisa (podia ser um bicho).

Depois, envolvia tudo em papel jornal e, finalmente, decorava com papel de seda colorido.

Era uma farra na hora da brincadeira: cada criança tinha os olhos vendados com uma fita e ganhava um cabo de vassoura para acertar aquele boneco pendurado numa corda.

Piñata nível hard core


O nível de dificuldade era avançado porque minha mãe ficava puxando o boneco prá lá e prá cá numa corda.

Então, a criatura tinha que ser boa de pontaria e de adivinhação também!

No final, quando o felizardo (ou a felizarda) acertava a piñata, tinha direito a dar umas pauladas no bicho. Até conseguir abrir um buraco por onde saíam os doces e as balas.

De vez em quando, era necessária a ajuda de um adulto para romper a piñata.

Sempre tinham que guardar umas balinhas para os que não conseguiam pegar nenhum doce no meio daquele formigueiro de criança que se formava no desespero para pegar os doces.



Outro tempos


Parece pouco civilizado, hoje, considerando que atualmente cada criança ganha a sua sacolinha com uma lembrancinha e ninguém precisa se atirar no chão catando doce.

Mas eram outros tempos e talvez, por isso, a gente seja tão casca grossa já que a nossa geração aprendeu desde cedo a, literalmente, se jogar quando queria alguma coisa.

Outro mimo da minha mãe em aniversários que jamais esqueço foi no pré-escolar que celebrei em sala de aula.

Lembro que ela fez um copinho de cafezinho com gelatina para cada um soprar uma velinha na hora do parabéns.

Esse aniversário foi um sucesso! Ganhei vários presentes e todo mundo curtiu!



Por que eu lembro disso?


O fato de eu lembrar de tudo isso só me faz pensar que minha amiga está super certa!

Esse carinho e dedicação jamais será apagado da nossa memória afetiva, então, que lindo amiga!

Que lindo ver a sua entrega, seu amor, seu carinho! Seu filho jamais vai se esquecer disso e esse dia já está para sempre nas memórias dele.

Mesmo se no futuro não tiver mais Facebook, nem rede social alguma, o sabor, o cheirinho, as cores, tudo o que ele viveu naquele dia vai estar pra sempre no coração do seu filho.

Assim como guardo essas doces lembranças da minha mãe na infância, tenho certeza de que essas demonstrações de afeto são o que a gente tenta definir em palavras como o amor materno. 

Aquele amor que não se mede, nem se repete, como nos versos do Cidade Negra. Um amor daqueles que nos inspira a escrever um texto como esse!

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Água com sal, por favor!

Olha só, que loucura, dois meses passaram-se e eu não consegui atualizar o blog! Muita correria por aqui e, parece que o ano vai terminando, e as coisas vão se acumulando. É impressão minha, ou todo mundo pensa assim?

Obviamente não vou poder contar para vocês tudo o que rolou nesse período, mas tem algumas coisas que eu gostaria de compartilhar aqui.

Por isso, preparei três textos que vou publicar contando algumas coisas que rolaram nesse período off line e com dicas também, ok?




San Antonio, here we go!


Superei o mês de agosto e seus dias cinzas e tristes com a ajuda dos amigos e da família.
  
O Cristian foi um baita parceiro porque aproveitamos um dia de folga dele para sair de Santiago e, benza Deus, foi uma santa terapia!

Saímos de manhã e fomos almoçar num povoado aqui perto, Pomaire. A gente já conhecia e não tinha nenhuma novidade.

Pomaire é uma ótima opção de passeio para quem gosta de artesanato em greda, uma espécie de cerâmica bem típica daqui.

Não sou uma especialista para explicar em detalhes, portanto, publico aqui uma foto para vocês terem uma ideia do que se trata.


Eu e Mamita visitando lojinhas em Pomaire


Mas a gente não foi fazer comprinhas por lá, já que não é o nosso estilo. Acontece que Pomaire fica no caminho para San Antonio, cidade litorânea, e mesmo nome do restaurante onde almoçamos.

Localizado a 50km de Santiago, o San Antonio Colonial é uma gracinha! Com um ambiente super acolhedor, comida típica chilena e, o melhor de tudo, não é caro.

Os pratos servem tranquilamente duas pessoas. Para quem quiser conhecer melhor, deixo aqui o link para acessar o site deles e conferir.

O lugar estava vazio e a Gabi aproveitou para caminhar e curtir de longe a lareira que deixou o ambiente bem quentinho!

Restaurante San Antonio Colonial, em Pomaire

Quem vem pra beira do mar


Sabe aquele meme da internet que diz “não é água com açúcar que acalma é agua com sal”? Pois eu penso exatamente assim.

O dia estava maravilhoso e com sol, mas nossa ideia não era tomar um banho de mar, apenas sentar e contemplar as ondas.

Ouvir o barulho das águas do Pacífico quebrando com toda força e invadindo a areia... Nossa, como esse vai e vem me fez bem! Até rimou!


Nossa parada foi em El Tabo, um balneário que pertence a San Antonio e fica na região de Valparaíso. É uma prainha lindíssima e perfeita nessa época do ano porque no verão fica lotada. Provavelmente porque está localizada bem pertinho de Santiago (120km).

A Gabi adorou brincar na areia e com as conchinhas da praia. Como era um dia de semana, acho que uma quinta, não tinha quase ninguém nem no restaurante, menos ainda na praia.

Foi maravilhoso! É exatamente esse o tipo de viagem que eu curto: fora de época, longe da loucura, para realmente relaxar.

Ali, consegui o gás para seguir adiante nesse segundo semestre. A gente precisa parar de vez em quando. Olhar o azul do céu e do mar, admirar as estrelas, escutar o canto dos pássaros.

Todos esses clichês são verdadeiros lembretes de que esse mundo é muito mais do que a gente vê na internet.

Esse é o primeiro post galera. Na sequencia, publico mais outros com dicas para vocês, ok?

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Um mês que chega e outro vai

Chegou agosto, aquele mês que me deprime porque foi num 22 de agosto que meu pai faleceu. Nessa época do ano, a gente também já está com a bateria fraca.

Gastamos bastante energia para sobreviver ao primeiro semestre e tentamos manter o otimismo de que tudo vai melhorar nos próximos seis meses.

Terminei o mês de julho pensando que tinha sido ruim, mas quando comecei a fazer um revival de tudo o que aconteceu, me dei conta de que foi bom.

Comecei julho me despedindo da minha mãe que passou dez dias comigo no Chile. Não passeamos muito porque ela já veio tantas vezes pra cá e já viu quase tudo em Santiago, que eu até já contei aqui!

Curtimos horrores! Para mim, foi uma delicia ter companhia todos os dias para tomar o café da manhã e conversar!

Ter alguém em casa para ver as travessuras da Gabi e rir comigo! No último dia, fizemos um programa bem frufru. Fomos ao Centro de Santiago comprar as lembrancinhas e como nos divertimos!




No último dia dela aqui, chegaram uns vinhos que eu comprei pela internet. Dei um de presente para ela levar. Lá se foi ela com a mala cheia e deixou meu coração vazio.

A gente não saiu muito, mas numa dessas saídas vivi uma experiência bizarra. Subimos a Cordilheira com a Gabi de carro e no caminho ela vomitou. Tadinha!

Foi a primeira vez. Não sei quem ficou mais assustada: eu ou ela! No final, deu tudo certo. Ainda bem que estavam comigo minha mãe e o Cristian.

Procura-se um pediatra que goste de crianças

Foi por conta de um dos passeios que fizemos que a Gabi acabou doente. Fomos no Tropa, um café para crianças e adultos, onde percebi várias crianças resfriadas brincando.

Fiquei torcendo para a Gabi não se contaminar, mas não teve jeito. Ela ficou super mal, até febre teve um dia.

O bom disso tudo foi que finalmente trocamos de pediatra. Já fazia tempo que eu queria trocar porque não gostava do pediatra dela.

Já tinha procurado outros pediatras, mas como não me acertei com nenhum, acabei ficando com esse.

Mas como ele não acertou no diagnostico, fui em outro, indicado por uma amiga. A Gabi ficou bem mais tranquila na consulta e ele conseguiu curar o resfriado com um xarope bem barato.



A neve em Santiago

Mas, afinal de contas, por que achei julho um mês bom? Foi especial e fora do comum a neve que caiu em Santiago.

Todo mundo viu nas notícias pelo Brasil, certamente, e foi emocionante! Ver neve pela primeira vez aqui!

Muita gente acordou de madrugada para ver a neve. Nós não. Dormimos como pedras nessa noite.

De manhã, sempre abro a cortina para ver como está o dia e foi isso o que eu fiz. Vi que estava tudo branco e chovia bem fininho.

Chamei o Cristian e ele disse: tá nevando em Santiago! Uau! Foi muito legal! Foi a primeira vez que a Gabi, já maiorzinha, brincou com a neve.

Foi bem impressionante porque moramos no Centro e, supostamente, iria nevar nas áreas próximas à cordilheira.

Alguns lugares ficaram completamente nevados! Como a gente não tem carro, não pudemos conferir de perto o visual.

Mas aqui mesmo no nosso edifício, pela manhã, ainda tinha neve cobrindo a grama e o playground.

Sem contar que do terraço do edifício também temos uma vista linda de vários pontos como o Cerro San Cristóbal e alguns cerros onde dava para ver a montanha completamente nevada!



Vacaciones

Além da neve, em julho, apesar da Gabi não ir na escolinha ainda, tivemos alguns dias com clima de férias.

Sai com ela um dia para tomar um sorvete, coisa que ela adora! Fomos no barrio Italia que é super deslocado e cheio de lugarzinhos bacanas. Eu e Gabi!

Na mesma semana, o grupo de mamães brasileiras marcou um encontro no Parque Bicentenário e lá fomos nós com nosso tradicional bolo de cenoura com calda de chocolate.

As crianças adoraram e as mães também! Curtimos bastante a tarde ensolarada e o parque cheio.

Terminei esse pseudo semana de férias tomando um cerveja com a querida Joy e família numa casa onde sempre somos muito bem-recebidos!



Punk

A última semana do mês foi tensa aqui em casa. Estamos com alguns problemas já faz tempo e temos dificuldade de conversar.

Nas poucas vezes em que conseguimos sentar e conversar, fica claro que os dois estão preocupados.

Posso falar de mim, não pelo outro. Desde que fiquei grávida, tive que abrir mão de muitas coisas, algumas das quais não sinto a menor falta, outras sim, sinto saudade.

A falta de rede de apoio aqui (leia-se: pessoas que possam nos ajudar no cuidado da nossa filha) também sobrecarrega o casal. Cansa.

Quando minha mãe esteve aqui, ela ficou com a Gabi para a gente ir num bar. Foi a primeira vez em dois anos que saímos sozinhos para tomar um chopp.

Normalmente, nunca saímos juntos. Cada um saí com seus amigos, por isso, parece que tá faltando algo. 

Outro dia, saí com uma amiga e ela se ofereceu para ficar com a Gabi para a gente poder sair. Eu realmente confio e acredito nela. Vamos ver quando será essa saída!



Só a yoga salva

Em julho, a yoga foi uma excelente válvula de escape, mas em agosto não vou poder ir nas aulas por conta do turno do Cristian esse mês.

Farei em casa as minhas sessões já que tenho tudo e a profe tem um canal no YouTube, o Viva Yoga.

Não vou fazer que nem os políticos e prometer manter o blog atualizado. Aliás, o fato de não conseguir atualizá-lo com frequência deve-se justamente a esse desgaste que mencionei no final do texto.

Mas vamos em frente porque agosto pede passagem e ele é implacável. Vou me fortalecer para encarar mais um dia 22 com saudade e sem meu papito.

***

Já tá melhorando: em 2016, publiquei apenas 12 textos. Esse ano, que está na metade, já foram 12! 



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