terça-feira, 20 de junho de 2017

Texto novo do Blog Brasileiras Pelo Mundo sobre o Chile

Continuo colaborando com o blog Brasileiras Pelo Mundo. Esse mês escrevi sobre as opções para curtir a neve no Chile. Espero que vocês gostem!

Se você é apaixonado pela neve e mora no Brasil, fique tranquilo! Existe uma ótima opção para curtir essa maravilha da natureza num lugar bem pertinho a apenas 3 horas e meia de voo a partir de São Paulo. Chegando a Santiago, no Chile, você tem excelentes opções de centros de ski muito próximos da capital.

Localizados 2 mil metros acima do nível do mar e a apenas 40km a leste de Santiago estão os mais conhecidos como Farellones, El Colorado e Valle Nevado. São ideias para quem curtir a neve com uma boa infraestrutura já que oferecem hospedagem, e restaurantes, além de aluguel de equipamentos e pistas para todos os níveis, desde aprendiz até profissionais. Leia mais




sexta-feira, 16 de junho de 2017

Um big post em três partes

Fiquei afastada por mais de um mês do blog, coisa triste! Sempre tento escrever ao menos um texto por mês, mas está cada vez mais difícil.

Isso aconteceu porque estou trabalhando como community manager em casa. O que eu faço? Monitoro e atualizo redes sociais para um cliente.

Como eu consigo tempo para fazer isso? Quando a Gabi dorme, ou quando o pai dela pode estar com ela.

Fora isso, tenho os meus textos do site de casamentos que eu continuo escrevendo. Esses são mais fáceis de me organizar porque mandam os textos antecipadamente.

O trabalho é a razão principal para eu me ausentar do blog porque eu conseguia escrever no meu tempo “livre”.

Porque ser mãe 24 x 7 é uma loucura. Nesse meio do caminho, tivemos vários contratempos aqui em casa.

O mais forte deles foi a presença do meu enteado adolescente que brigou com a mãe dele e ficou morando com a gente por uns dias.

Eles já se acertaram e ele voltou para casa. Ainda bem porque hoje estamos super apertados aqui e falta espaço para receber os meninos nos fins de semana, menos ainda para ter uma pessoa morando com a gente.

Essa é uma pendência que temos, mas está bem difícil solucionar. Os alugueis estão super caros para apartamentos de três quartos.

A maioria das pessoas prefere comprar e nós também gostaríamos, mas enquanto não sai o divórcio do Cristian ficamos na mesma.

São coisas que me cansam só de pensar, mais ainda ao escrever.  Para tentar sobreviver a tudo isso, de vez em quando damos uma escapada para desopilar.

Parte 1: sair por aí

Nesse tempo em que estive ausente fizemos isso duas vezes e foi muito bom para todo mundo!

A primeira vez que saímos para passear fomos a Valparaíso no meu aniversário. Soprei as velhinhas num lugar que eu gosto muito e na companhia de pessoas muito queridas.

Gente com quem eu gosto de conversar, que aliás é o que eu mais sinto falta morando aqui no Chile: uma boa conversa!

Porque a maternidade me isolou muito e eu, que já tinha poucas amigas, fiquei imersa no mundo da Galinha Pintadinha e companhia.

Esse isolamento também repercute nas celebrações dos meus aniversários desde que vim morar aqui.

Sempre gostei de celebrar, nada grande, mas uma reuniãozinha para rir e conversar. Na falta de um quórum para organizar algo, viajar me parece uma excelente pedida!



Sair de casa, renovar as energias, mudar de ares, sempre dá aquela chacoalhada! Por isso, umas duas semanas depois, quando recebemos um convite para visitar um amigo do Cristian fora de Santiago, topei na hora!

Fomos visitá-lo numa chácara super linda numa cidade no entorno de Santiago, em Calera de Tango. Aliás, essa é uma tendência cada vez mais forte por aqui.

As pessoas fogem dos preços exorbitantes, da poluição e da falta de qualidade de vida. Para isso, decidem morar fora de Santiago, em lugares onde você pode chegar de metrotrem, ônibus ou colectivo (táxi compartilhado).

O lugar era lindo, com muito verde, uma casa de madeira deliciosa e muito frio! Nos divertimos bastante e foi outro momento de boas conversas e risadas.

Nessas duas ocasiões, a Gabi dormiu fora e acho tão bom acostumá-la assim. Dormir em outra casa, conviver com pessoas diferentes e socializar!

Parte 2: socializar fora das redes sociais

Além dos passeios fora de Santiago, outra coisa que me manteve bem ativa nesse período foram os encontros com as mamães brasileiras aqui no Chile.

Temos um grupo no Facebook e, de vez em quando, fazemos encontros presenciais. São ótimas oportunidades de juntar os pequenos, dividir as angústias e rir um pouco!



Mas eventualmente é bom sair desse universo maternal, foi o que fiz em duas ocasiões com duas amigas diferentes, no Café Survenir, em barrio Italia.

Aliás, amigas é o que tenho tentando cultivar aqui, cuidar das minhas amizades. São poucas, já que sou bem seletiva, mas pessoas bem especiais.

Uma dessas amizades começou pelo Facebook, quando formamos um grupo de brasileiros de esquerda e organizamos alguns protestos na época do impeachment.

Dali, fiz uma amiga, a Valentina, e foi com ela que sai para falar de outros temas além da maternidade, porque ela não tem filhos. E como foi bom!

É muito ruim virar uma pessoa monotemática. Tem tantas coisas interessantes além de ser mãe que a gente sente falta de ouvir e falar... mas nem sempre tem alguém para conversar.

Outra amizade linda daqui começou como uma relação profissional. Eu dava aulas de Português para a Maria Isabel e ficamos muito amigas.

Ela é uma pessoa  incrível e a gente, simplesmente, adora conversar! Temos uma sintonia muito grande, embora nossas opiniões políticas sejam bem divergentes, o que eu adoro!

Adoro quando aceitamos as opiniões diferentes dos nossos amigos e os tratamos com o mesmo respeito que queremos receber.

O mundo anda tão feio e chato com esse pensamento único e a intolerância que cada vez que a gente encontra alguém e consegue divergir sem se ofender, nem agredir, é uma benção do universo.

Parte 3: Meditar

Falando em sintonia, esse é o tema da terceira e última parte desse big post. Comecei a fazer aulas de yoga aqui em Santiago com uma instrutora brasileira de Brasília!

Impressionante como essa cidade está sempre presente na minha vida e cruzando meus caminhos!

Conheci a Ceres há um ano, quando ela anunciou (no Facebook) uns docinhos brasileiros para vender.

Encomendei alguns para dividir com meus colegas de trabalho. Eles não mereciam tanto carinho, mas a vida é tão grata que quem ganhou com esse gesto fui eu!

Porque conheci uma pessoa super especial. Estou adorando a Yoga, me ajuda muito a ter disciplina, energia, tolerância, paz. Gosto muito mesmo!

As aulas são em português e logicamente acabo conhecendo mais brasileiros e vamos trocando experiências sobre morar aqui.

Uma das coisas que eu mais adoro é a meditação. Ainda sou muito iniciante, mas adoro! Sem contar que me ajuda bastante na minha vida pessoal.

Nesse tempo em que estive ausente, passei por um grande susto na minha família. De novo, o câncer andou nos rondando e ficamos todos em pânico.

Uma das minhas irmãs teve uma suspeita de um tumor, justo na região dos gânglios linfáticos. Para quem não sabe, meu pai morrei de Linfoma.

Enquanto esperávamos o resultado dos exames, o que me deixou super centrada foi a meditação.



Muitos mantras, incenso e pensar apenas em coisas boas, alimentando a alma com as melhores energias, me ajudou.

No final, o diagnóstico de câncer foi descartado e sobrevivemos a mais esse susto. Agora, estou numa outra fase.

Contando os dias para a chegada da minha mãe que vem nos visitar e passar dez dias com a gente.

Não é fácil estar longe. Não é bom ficar muito só. Daqui e dali, vou tentando me equilibrar e ficar bem.

Porque ser feliz é importante não apenas para mim, mas especialmente para a minha filha. Na medida me que me alimento com bastante amor e felicidade, também posso distribui-lo em dobro.

Muitas vezes eu reclamo e reclamo mesmo, desabafo... Não vejo razão nenhuma para que a gente guarde as amarguras da vida.

Todos temos maus momentos. Ninguém é o tempo todo feliz como nas redes sociais. Viver a vida intensamente é viver tudo: o bom e o mau, os dias de luta e de glória. Tudo.

Porque se não fosse assim eu não seria a pessoa que sou. O dia em que eu parar de ser tão intensa nas coisas que faço, me internem, ou me enterrem.

Por enquanto, peço apenas que sejam pacientes e não deixem de ler meus textos. 

***

Descobri um mantra maravilhoso na aula de yoga e deixo aqui um trechinho para vocês. Namastê!


terça-feira, 2 de maio de 2017

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Entre amores e temblores

Esse fim de semana teve bastante tremor de terra aqui no Chile, os famosos “temblores”. Para nós, estrangeiros, motivo de pânico e preocupação.

Para os chilenos, mais do mesmo. Eles nasceram e cresceram com a atividade sísmica fazendo parte da vida deles. Um temblor a mais, um a menos…

Os mais fortes desses últimos dias foram na segunda (6.9) e sábado (6.1). Tremeu bastante aqui em casa!

Mas não chego a ficar preocupada, nem me assusto. Sempre fico tranquila. Talvez esteja assim porque estou num bom momento com o querido Chilito.

Nessa última semana, em especial, foi bem legal porque fizemos vários passeios por Santiago. É sempre bom sair, ver gente e lugares novos.

Escrevi aqui há algum tempo que a vida é movimento. Pois então! Nesse domingo, fizemos alguns passeios inéditos.

Fui ao Zoológico Nacional pela primeira vez desde que comecei a visitar o Chile. Para quem não sabe, o zoo fica no Parque Metropolitano, um dos principais pontos turísticos da cidade.

Uma das atrações é a localização em pleno Cerro San Cristóbal. Dá para subir caminhando ao zoológico e, de lá, pegar um funicular até o topo do cerro.

Para descer, outra novidade: um passeio no teleférico que foi totalmente remodelado. Encantador para quem curte aventura e as alturas. 

De tarde, fomos ao Parque Bicentenário, outro lugar incrível em Santiago. A começar pelos brinquedos que são totalmente diferentes e as crianças, obviamente, adoram!

O parque é localizado numa excelente comuna (Vitacura), então, tem toda a infraestrutura impecável.

Nessa mesma semana, também fizemos outro passeio maravilhosos em família. Eu, Cristián e Gabi subimos o Cerro Santa Lucia, que fica perto da nossa casa.

Foi a primeira vez da Gabi lá no alto e ela adorou! Para mim, foi uma ótima terapia sair com eles e desopilar um pouco.

Deu pena de ver que o Cerro está meio abandonado. Vários acessos fechados desde o ano passado por falta de manutenção e sem previsão de reabertura.

Uns com tanto, como no Parque Bicentenário, outros com tão pouco... Santiago é igual a qualquer lugar no mundo mesmo!  

Eu já tinha ido a quase todos esses lugares. A novidade mesmo foi o zoológico e o teleférico. Super recomendo passeios nos cerros de Santiago.

Se for em boa companhia, então, melhor ainda. No meio dos meus amores, fica fácil sobreviver aos constantes temblores.

***

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Eu gosto mesmo é das trilhas de pedras

Faz mais ou menos uma semana que escrevi aqui a respeito de como me sentia desde a minha volta do Brasil. É impressionante como o movimento da vida muda tudo o que eu escrevi!

Nesse curto espaço de tempo, várias coisas aconteceram e todas elas ajudaram a acalmar meu coração. Consegui atravessar aquela tormenta emocional sem maiores danos.

A primeira coisa que me fez mudar de opinião foi uma questão inteiramente de ordem prática. Cheguei a cotar passagens para ir ao Brasil com a Gabi em maio, mas o valor (apesar de barato) era muito fora do meu orçamento.

Pensei: melhor deixar para o segundo semestre... Enquanto eu ficava na dúvida, com a música do The Clash na minha cabeça, um amigo chileno me indicou para uma vaga.

Fui chamada para uma entrevista e consegui um trabalho, bem de acordo com o que queria: remoto (posso trabalhar de casa) e com um salário fixo todo mês.

A novidade chegou bem na véspera do aniversário de dois anos da Gabi. Mais uma vez essa guria me deu uma sorte danada!

Além disso, começamos a visitar apartamentos desocupados aqui no nosso edifício. Nossa ideia é mudar para um apartamento maior já que a família aumentou com a chegada da Gabi. Por enquanto, não fechamos com nenhum, mas estou mais otimista até com essa mudança.

Outra coisa bem legal que aconteceu hoje: completei um ano como colaboradora do blog Brasileiras Pelo Mundo (BPM). Fiquei super feliz porque no meio de tanta instabilidade, algum projeto legal vingou. 

Aliás, li um texto hoje no BPM que mexeu muito comigo. Era um texto sobre os 27 anos que a fundadora do blog leva vivendo fora do Brasil.

Ela reuniu o relato de várias brasileiras que vivem mundo afora, desde um anos até 26 anos longe do Brasil. Foi emocionante ler o relato das meninas.

Me senti muito contemplada. Me deu aquela força necessária para seguir lutando pelos meus sonhos e, principalmente, pela minha felicidade.

O bom desses relatos é que a gente vê que é difícil pra todas. Não existe atalho, nem caminho rápido quando se trata da adaptação em terra estrangeira.

Viver em outro país, seja longe, ou perto do Brasil, com uma cultura e um clima parecido, ou totalmente diferente, não é para qualquer um.

Estou bem naquela etapa em que você não se sente nem daqui, nem de lá, mas tenho certeza de que a qualquer momento vou encontrar meu ponto de equilíbrio.


Enquanto não chega esse momento, vou tentando, experimentando, me aventurando. Eu gosto mesmo é das trilhas de pedras, com caminhos bem tortuosos porque no final a sensação de vitória é simplesmente indescritível!

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Vale da Lua (Chapada dos Veadeiros, GO)

segunda-feira, 20 de março de 2017

A vida é movimento

Saí do Facebook, temporariamente. Não sei por quanto tempo, mas decidi sair depois que vi uma frase do livro "Adultério", do Paulo Coelho.



Eu já estava pensando bastante em quanto me fazia mal ficar observando uma rede social em que quase tudo é mentira.

Acho que o Facebook é uma grande cilada porque ele fica fazendo a gente lembrar todo dia de algo que aconteceu num passado distante.

Além disso, te mostra a vida feliz de todos os seus amigos, como se ninguém tivesse momentos de tristeza. Uma bosta!

O Instagram é bem parecido, por isso, entre as redes sociais a que eu mais curto atualmente, quem diria, é o Twitter.

Porque ali muita gente xinga, reclama, ri, faz piada e fala bobagem. É também uma das minhas principais fontes de informação já que eu acesso sites de notícias a partir dali.

Não estou com depressão, mas ando bem baixo astral e estou procurando apenas coisas que me deixem pra cima e não me joguem ainda mais pra baixo.

Aliás, hoje, é um dia especialmente irônico pra mim aqui. Saiu um estudo dizendo que o Chile é o paísmais feliz da América do Sul.

Sinceramente, não consigo acreditar nisso. ainda mais tendo ido recentemente ao Brasil e fazendo uma comparação diária.

Nem os piores índices de desenvolvimento econômico e de desconfiança do mercado conseguem abalar a autoestima do brasileiro.

Todo mundo pula carnaval, toma cerveja, ri... Aqui, as pessoas vivem estressadas, correndo contra o tempo para cumprir a jornada de 45 horas semanais.

Sofremos com a fumaça dos incêndios no verão e com o frio no inverno. Estamos quase sempre dentro de casa e talvez por isso o índice de obesidade infantil seja tão alto.

Mas sei lá... a minha experiência pessoal aqui não tem sido a mais frutífera, então, não posso falar pelo povo chileno com base em meia dúzia de gente mau caráter que encontrei no meu caminho.

O fato é que decidi que preciso passar mais longas temporadas no Brasil e longe daqui. Perto da minha família e dos meus amigos.

Já está decidido. Afinal, quando a gente fica parado muito tempo no mesmo lugar acaba se acostumando com coisas que não seriam aceitáveis em situações normais.

Deu trabalho viajar sozinha com a Gabi. Vai dar trabalho, mas acho que é importante pra mim e pra ela estarmos juntas.

Além disso, o tempo que passamos junto da família foi tão bom quem compensa qualquer incômodo das viagens.

Essas viagens têm o objetivo de amadurecer projetos e pensar em perspectivas e alternativas para viver na ponte Brasil-Chile.

Obviamente, isso se deve ao fato de que as coisas aqui simplesmente não fluíram e não estão fluindo.

Juro que tentei, bastante, acho até que mais do que eu devia ter tentado, porque depois de um tempo já é insistência.

Quando as coisas se dão, elas simplesmente acontecem. Se a gente tem que fazer muita força para gostar de algo é porque não é natural.

Mas a vida é movimento. Quando a gente vê que está tudo errado e muito ruim, a gente se mexe. E aqui vamos nós!

Lembrei tanto de uma frase do Brad Pitt no filme Guerra Mundial Z, quando ele fala que as pessoas sobrevivem a grandes tragédias quando se movimentam.

A vida é isso. A vida é movimento. Vamos nos mover e remover as pedras que estão atravancando o nosso caminho.