Janeiro, sempre o primeiro

Antes que termine janeiro, o primeiro mês do ano, publico esse texto com uma breve retrospectiva não apenas desse início de 2026, como também de dezembro de 2025. Teve de tudo um pouco: viagem, férias, lançamento de livro, praia e montanha. As paisagens mudaram muito e misturaram a diversidade do Brasil e do Chile, os países que habitam meu coração.

Termas del Plomo, Foto: Cristián Carvallo Foix


Dezembro


Em dezembro, o principal acontecimento foi, sem dúvida alguma, o lançamento do meu primeiro livro. “Viajando na Cordilheira – um diário de vida, não de viagem” é uma coletânea de textos publicados aqui no blog ao longo de 12 anos. As crônicas revisitam momentos importantes da minha vida no Chile: a maternidade, a adaptação, as viagens, as descobertas, as frustrações e as conquistas nessa jornada.


A ideia surgiu depois que uma ex-colega de faculdade publicou um texto numa rede social oferecendo seus serviços de coordenação editorial para novos escritores. Na hora que vi aquilo pensei: eu tenho um bom material para ser publicado. Foi assim que ao longo de oito meses conseguimos editar, revisar, diagramar, imprimir e lançar o livro. 


Todas as etapas foram executadas com a participação de mulheres muito talentosas e o resultado final ficou incrível. Eu e Flavinha trabalhamos totalmente em modo remoto: ela em Porto Alegre e eu em Santiago. Nossa revisora estava em Buenos Aires, na Argentina, e a design, responsável pelo lindo projeto gráfico, em Cachoeira do Sul, interior do Rio Grande do Sul.


Daqui e dali fomos juntando nossas ideias e dando forma à essa publicação que está gerando frutos, como novos amigos e reencontros com pessoas que não vai há muitos anos. No dia do lançamento, conheci o José Maria, uruguaio que mora há anos em Porto Alegre. Ele ouviu uma das minhas entrevistas prévias ao lançamento e ficou curioso. Mandou mensagem pelo Instagram e, conforme prometido, apareceu lá no local do evento às 17:00 horas para comprar o livro. Foi muito emocionante!


Também revi pessoas queridas que trabalhei no início da minha trajetória profissional: a Cris e a Lourdes, grandes jornalistas que me ensinaram tanto e moldaram muito o meu caráter. Familiares e amigos enfrentaram o calor de um sábado em Porto Alegre apenas para participar de um dos dias mais especiais da minha vida. 


Janeiro


Voltamos para o Chile no dia 3 de janeiro e foi muito bom voltar pra casa. Estávamos cansados do calor infernal de Forno Alegre. Além disso, por conta do evento, não conseguimos descansar. Tirando uma escapada por uns dias à praia, o resto do tempo foi basicamente calor, suor e muita cerveja. 


Na volta ao Chile, uma escapada à montanha para fugir do calor de Santiago e a grata surpresa de uma chuva de verão. Fazia uns dois anos que não íamos acampar nas Termas del Plomo, mas juntamos nossas tralhas de camping e encaramos essa aventura.


Valeu a pena. Está mais organizado do que na última vez: os carros são registrados, a entrada custava 12 mil pesos chilenos por pessoa e vali por 24 horas. Por conta desse controle, tinha pouca gente, muitas famílias e esportistas. Excelente! Na volta, para completar a aventura, um pneu furado nos deteve por mais tempo no Embalse El Yeso. A gente parou apenas para fazer umas fotos e acabamos ficando mais tempo do que o esperado.


Como sempre, levamos tudo o que precisávamos para a montanha, mas na ida a gente fez uma parada em San Alfonso para comer uma empanada em frente à cervejaria La Jauria. O nome do local é Terruño (Cam. Al Volcán 30841, San Alfonso, San José de Maipo, Región Metropolitana) e eles servem empanadas de forno deliciosas. A bem massa fina e com bastante recheio, do jeito que eu gosto. A melhor é a de pino (carne) e custa 2.500 pesos chilenos. 


De volta a Santiago, passaram-se alguns dias e tivemos um imprevisto muito desagradável. Minha sogra caiu e sofreu uma fratura exposta. Teve que ser hospitalizada e operada (duas vezes). Ela já está em casa recuperando-se, mas foi algo que nos deixou bem pra baixo, já que a gente vinha com a energia lá em cima. Assim é a vida, né? Quando tudo está muito parado, aí é que a gente desconfia. Vamos em frente que esse ano está apenas começando. 

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